Esta exposição coletiva articula-se em dois núcleos distintos, resultantes de diferentes desafios propostos no contexto da classe de pintura. Na parede principal, apresenta-se uma série de dípticos que exploram o conceito de escala. Aqui, a imensidão de imagens de satélite retiradas do site da NASA confronta-se com a minúcia de registos microscópicos. O objetivo é evidenciar o paradoxo formal onde o infinitamente grande e o infinitamente pequeno se assemelham, sublinhando desta forma a nossa dependência de mediações tecnológicas como ferramenta de observação. A segunda parede reúne dípticos e peças isoladas que partilham uma origem comum: são fragmentos de um todo maior. Originalmente concebidas como painéis coletivos compostos por detalhes individuais, as unidades foram descontextualizadas para esta mostra. Ao isolar fragmentos, os autores exploram a ambiguidade entre o real e o abstrato, desafiando o olhar do observador. “Eu sou do tamanho do que pinto” reflete sobre o detalhe, a escala e a forma como vemos o mundo, convidando-nos a uma medição subjetiva da nossa própria presença perante a realidade.
